A Despedida

Olá Juóvens
Assim terminamos nossa história na Kaluanã Crossfit não porque queríamos e sim porque a vida toma rumos e destinos diferentes do que esperamos.
Aqui eu estive presente por 3 anos e meio e a Sheila por 3, podemos dizer que era nossa segunda casa sem sombra de dúvidas pelo tempo que passávamos lá.
Para os que não nos conhecem pessoalmente somos praticantes de Crossfit, cansamos de pagar academia para não ir acabamos caindo no tal do Crossfit. Sempre vemos várias críticas ao esporte, machuca, fica “grandona”, perde a feminidade, fica chato de tanto falar sobre isso e blá blá blá. Claro que alguns destes pontos podem acontecer mas depende muito da pessoa que esta praticando. Vi muito mais gente se machucar na “peladinha” da semana do que neste tempo todo de CF, eu inclusive.
Mas o motivo das pessoas “viciarem” passa e muito pelas amizades e o contato que temos com outras pessoas. Tenho uma teoria que esta modalidade pegou tanto no Brasil porque estamos tão presos em escritórios e em nossas mídias sociais que esquecemos de que o contato humano é muito importante, aquele sentar lá no fundo da BOX em cima das anilhas para bater papo sobre a vida, e quanto papo batemos neste tempo todo.
Costumo comparar este tempo na Kalu com as primeiras temporadas de malhação, lembra? Ali tivemos 4 temporadas na minha contagem cada uma terminando por um motivo especial. Algumas lembravam mais novela Mexicana que Malhação. Vi estagiários se tornarem excelentes coachs, vi coachs sensacionais saírem para trilhar outros caminhos. E coachs bons não deixaram de aparecer por ali, Vitor, Poloni, Douglas, Roa, Fran, Mário, Gustavo, Matheus. Alguns passaram rapidamente mas deixaram saudades e um amigo por aqui, como Nathan (manooooo), Mirela, Camilo Japa. Sempre sem deixar de citar a Stella (blogueira) parceiraça em todas as bagunças representando as meninas que passaram pela recepção e a Ale representando as organizadoras de bagunça de Crossfiteiro (e que bagunça). Vi um dos principais perfis deste esporte surgir ali dentro de uma zoeira HugoCross
E vi muita, mais muita gente boa cruzar minha vida, espero que muitas delas fiquem presentes conosco por muitos anos. As amizades que ali fizemos são daquelas que quando revemos parece que nunca havíamos nos separado, sabe como é? Hoje mesmo visitando outro local encontramos três amigos da segunda temporada de Kaluanãlhação que não víamos a mais de ano e o encontro foi ótimo, aquela zueira de sempre e aquele papo bom que te faz sair de sorriso no rosto. Vi amores surgindo, famílias crescendo, enfim muita coisa boa.
Eu pessoalmente fiquei muito próximo dos donos Daniel e Sandra, a ponto de a cada novela mexicana que acontecia o pessoal vir perguntar para mim como se soubesse tudo que acontecia ou como se fosse um dos únicos a chegar a perguntar o que estava acontecendo para eles. Além disso acompanhei a luta deles para a sua maneira fazer do local o melhor possível, serei sempre grato a eles por tudo que este ambiente me proporcionou. Prometo que vou tentar não fazer amizades com os donos do próximo local novamente para evitar essa despedida, acredito que vou falhar mas tentarei kkk. É louco porque no final das contas estávamos “contratando um serviço”, mas essa proximidade e liberdade de contato transcendeu e muito a relação cliente fornecedor de serviços.
Já nos últimos dias lembrei que tinha o molde em casa que foi usado para pintar as caixas da Kaluanã e tivemos a ideia de presenteá-los com um quadro usando este molde como base, e pedimos para aqueles que quisessem assinarem, espero que esse pequeno presente seja um alento naqueles dias de dor no peito da lembrança do sonho que teve de ser modificado.

Como bons baderneiros que somos não poderíamos nos despedir sem alguns rolês, último Wod e churras. Em todos estes eventos talvez tenhamos perdido um pouco do controle kkkk.

Historias não faltam e novas serão escritas, mas sempre seremos Kaluaña Crossfit de coração, independentemente de onde estivermos. Ainda não tive coragem de passar por lá depois que desmontaram o local, mas confesso que ver o pessoal começar a desmontar o local como se fosse mais um local de trabalho normal cortou o coração. Sai de lá com o coração partido e triste. Mas a felicidade estará onde o povo estiver, já dizia o poeta, e espero rever todos os amigos deste tempo todo muitas e muitas vezes.


#kaluañaforever

C.

O Andarilho

Olá Juovéns
Hoje lendo o periódico local me deparei com a história do Walter, ele é um americano que teria seu primeiro dia no novo trabalho mas no dia anterior o carro dele quebrou. Ele precisaria estar no local cedo e ao invés de desistir ou reclamar resolveu que iria de qualquer forma ao novo emprego. Ele vive a aproximadamente 40 Km do local onde iria trabalhar, como não tinha como ir resolveu ir andando mesmo, a noite inteira para estar as 06:30 no ponto de encontro com os outros colegas. Vou deixar o link para a matéria, vale a pena ler ela, talvez estes minutos de leitura melhorem seu dia. Se souber ler em inglês sugiro ler o relato da senhora onde Walter iria desempenhar a nova função.
Pois bem, há algum tempo resolvi me afastar de notícias ruins e busco sempre histórias de pessoas para me inspirar, como a do Walter, acredito que existem mais coisas boas acontecendo no mundo do que ruins. Infelizmente o que gera mais cliques são as fofocas e desgraça alheia, por isso tento sempre fugir destas notícias ruins e busco apenas as boas.
A reportagem do Walter me lembrou de uma própria que compartilho com vocês, em 2004 entrei para a UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná na época CEFET) para cursar um curso técnico. Infelizmente naquela época eu, minha irmã e minha mãe havíamos “falido” em mais um negócio, criávamos cachorros e fazíamos feiras de filhotes. Para ajudar haviam roubado a minha bicicleta durante a realização das provas para tentar entrar na UFPR. Eu morava a 13 quilômetros da universidade e não tinha condições de ir e vir de ônibus então decidi que iria caminhando mesmo, estudava a tarde o que me possibilitava ir cedo e voltar depois da aula também a pé ou se ficasse muito tarde gastava um Super Trunfo e voltava de ônibus. Muitas vezes a Sheila ou sua família me ajudavam com a passagem de volta mas eu não era muito de pedir as coisas nem me passar por coitadinho, então andava.
As coisas em casa iam de mal a pior com a quebra da empresa, mas eu acreditava que tinha que continuar na universidade para ter alguma esperança de sair desta situação, algum tempo depois um tio meu ficou sabendo do que estava acontecendo e veio de Florianópolis até Curitiba para me trazer um presente, uma bicicleta novinha que ele havia comprado para mim, não era o carro que muitos cobram dos pais quando entram na universidade mas era para mim muito mais valiosa que o carro que muitos tinham.
Walter me lembrou desta fase de minha vida, acredito que a mensagem que fica é que se ficarmos nos martirizando ou reclamando da nossa situação a vida não vai nos ajudar, e sim vai nos empurrar cada vez mais para baixo, vai nos trazer cada vez mais pessoas e situações que estão na mesma sintonia. Muitas vezes pensamentos “tristes” passavam por minha cabeça e ficava me martirizando pela minha má sorte, mas não deixava de dar um passo a mais, na época não entendia isso mas hoje vejo que cada um desses passos me trouxe até onde estou hoje e os que estou dando agora me levarão mais e mais distante.
Se tiverem um tempinho vejam a historia do Walter, pode ser que te traga uma felicidade para o dia.
Link para a reportagem
https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/estudante-caminha-a-noite-inteira-para-chegar-ao-trabalho-e-ganha-carro-do-diretor-5c1lml0t04a55507ksp98qnri

C.

Senta aqui com o casal

Olá Juóvens,

E assim começamos este novo projeto chamado carinhosamente de “Senta Aqui com o Casal”.

Começando pelo começo né!!
Meu nome é Christian tenho 34 anos, em julho de 2018 porque sabe deus quando você estará lendo isso, sou engenheiro de formação e severino como ramo de atuação. Estou junto com minha companheira e cúmplice nas maluquices Sheila a 16 anos, ela também tem 34 anos é Psicóloga e nos conhecemos na época de colégio.

Sempre gostamos de conversar com as pessoas sobre relacionamentos e outras cositas más da vida, e nos últimos tempos observamos que esses diálogos ajudam e muito as pessoas com quem papeamos, seja para rir de situações engraçadas da vida ou dos perrengues que todos passamos.

A algum tempo atras ouvindo um podcast com a historia de uma pessoa que ajudava á sua maneira aqueles que estavam ao seu redor. E por consequência era a chama no meio desta escuridão em que vivemos, Eureka, aí surgiu a ideia. Troquei uma ideia com a Sheila sobre criar um site e mídias sociais para fazer aquilo que já vinhamos fazendo, ela gostou e partimos para a ação, a primeira bagunça foi para escolher o nome, surgiu cada coisa bizarra mas foi engraçado. Mas o nome e formato surgiu exatamente neste dia.

Nosso plano é compartilhar nossas ideias de mundo e de vida a dois para tentar influenciar positivamente ao demais ao nosso redor e até onde mais reverberar esta pedra no lago, através de nossas mídias sociais e também de nossos canais de comunicação que estamos providenciando.

Jamais querendo que alguém siga nosso exemplo, porque acreditamos que cada um tem que trilhar o seu caminho, o que podemos fazer é ser aquela voz ao melhor estilo Obi Wan Kenobi em Star Wars quando fica falando no ouvido do Luke “Use the force Luke“.

E assim começa esta nova aventura, se quiser suba a bordo…….

C.

Hello world!

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